Pra não dizer que não falei do amor.
Plagiando uma amiga, resolvo fazer referência à música do Vandré. Mas, diferente dela, minhas referências à arte e à música terminam no título. Não falarei tampouco do amor... De fato, eu gostei do uso que ela deu pra frase e só por isso resolvi plagiar. Que importa? A gente vai vendo, com o tempo que nos carrega e desgasta, com essa chuva que começou a cair neste exato momento, fotografado para sempre nestas palavras - chuva boa, forte e brava - que as palavras que a gente escolhe para denominar os sentimentos que nos assolam (ah, sim, boa palavra. vou deixar) não são mais que arbitrárias... não falarei do amor, porque amor não existe. Amor não existe porque essa coisa devastadora a que chamamos de amor só pode ser inominável. Não tenho bases teóricas ou empíricas para tal afirmação. Só sinto que se já amei, e gosto de pensar que já o tenha, o sentimento foi tão variavelmente flexível que não dá pra pôr tudo sob o mesmo título. E eis que me surge a inspirada frase, novamente plagiada da música nacional: O amor errou (obrigado Lobão, de quando não era conservador enlouquecido). Errou feio, errou rude. O amor erra, é o que ele faz. errou tudo. não dá pra dizer que aquela dor enlouquecida, que dá insônia, úlcera e labirintite, é a mesma coisa que o plácido conviver da rotina de um casal. Céus! Infernos! Purgamentos! Essas coisas todas... Na verdade, leitor, divago... e não quero me estender... tira você suas próprias conclusões... Vou-me indo.
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