segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

fútil saudosismo póstumo

O vento que nos soprava aquele dia
Perdeu sua força, morreu...
E a vida que nos brindava a alegria
se entorpeceu...

E do sentimento quente, fria agonia
E do brilho do olhar
ausente a magia
Somente a gélida estia

O doce sonho
que se vive por buscar
Jaz morto, mal enterrado,
em túmulo torto

[Posto
que após a morte
vem o descanso
descanso...
manso... manso...

Posto
que após a morte
finda o tumulto
o luto
luto... luto...]

O vento que carregava nossos sorrisos
Perdeu sua força, morreu...
E o amor que mantinha-nos vivos
Seco, no deserto, padeceu.


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