foi com aquele sempre melancólico sorriso,
nossa despedida
ao mesmo tempo aguardada e temida.
perda e alívio.
aquele que disser que os sentimentos conflituantes não são capazes de morar juntos
não viveu o suficiente do amor doído.
toda sua desilusão programada.
toda sua saudade já vivida por antecipação.
e o sorriso melancólico,
sempre ele.
sempre.
ele, que sabe do esgotamento.
da explosão, nem faísca.
da urgência, passividade.
nunca mais vou te ver.
e tudo bem.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
domingo, 17 de julho de 2016
há tantas formas de amar...
que toda a velocidade vertiginosa do meu sentimento quase
quase
não me surpreendeu...
houveram, há, haverão formas de amar
até que se esgotem, como se esgotaram, como sempre
sempre
se esgotam...
porque o amor e suas muitas formas são sempre tentativa.
o erro, que transforma conceito único
amor
em múltiplo
amar
vem do concreto seco da realidade.
e quando bate, como sempre bate, sinto o gosto metálico do cano gelado
daquela arma que não existe mas me indica o fim
danação ou libertação
são coisas tão próximas
sinto que poderia tragar sua fumaça de pólvora,
o gatilho já pressionado
como um gesto de um cowboy de western spaguetti.
daqueles que se tornaram bem bregas
mas que ainda conservam um certo charme.
o buraco que a tragada faria na minha cabeça,
como que para refrescar meus pensamentos
quase
quase
poético.
não fosse a sujeira, seria um conto de fadas.
mas não tem quem limpe nada no conto de fadas.
e alguém vai ter que limpar a sujeira.
mas não se preocupe, mais recente fantasma
não vem de você essa urgência
sempre esteve aqui, sempre esteve
se algum dia você chegar a ler isso
duvido
mas se algum dia ler,
saiba que fez bem
existem muitas formas de amar
formas demais
e eu as conheço todas
e nunca aprendi nada.
que toda a velocidade vertiginosa do meu sentimento quase
quase
não me surpreendeu...
houveram, há, haverão formas de amar
até que se esgotem, como se esgotaram, como sempre
sempre
se esgotam...
porque o amor e suas muitas formas são sempre tentativa.
o erro, que transforma conceito único
amor
em múltiplo
amar
vem do concreto seco da realidade.
e quando bate, como sempre bate, sinto o gosto metálico do cano gelado
daquela arma que não existe mas me indica o fim
danação ou libertação
são coisas tão próximas
sinto que poderia tragar sua fumaça de pólvora,
o gatilho já pressionado
como um gesto de um cowboy de western spaguetti.
daqueles que se tornaram bem bregas
mas que ainda conservam um certo charme.
o buraco que a tragada faria na minha cabeça,
como que para refrescar meus pensamentos
quase
quase
poético.
não fosse a sujeira, seria um conto de fadas.
mas não tem quem limpe nada no conto de fadas.
e alguém vai ter que limpar a sujeira.
mas não se preocupe, mais recente fantasma
não vem de você essa urgência
sempre esteve aqui, sempre esteve
se algum dia você chegar a ler isso
duvido
mas se algum dia ler,
saiba que fez bem
existem muitas formas de amar
formas demais
e eu as conheço todas
e nunca aprendi nada.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Quando você foi chegando perto e trocamos aquele olhar por alguma fração de segundo eu percebi, com certo pesar e tristeza, que essa babaquice romântica ainda tem alguma ressonância em algum lugar renegado aqui dentro. Me contentei com o vislumbre, aceitando, como sempre aceito, meu compromisso irredutível, inabalável com a primeira lei de newton
Ainda te vejo na minha frente, caminhando como se nada houvesse ocorrido, como se aquele instante de segundo não fosse o nosso. Mas não foi. Nunca foi. Nunca será.
Ainda te vejo na minha frente, caminhando como se nada houvesse ocorrido, como se aquele instante de segundo não fosse o nosso. Mas não foi. Nunca foi. Nunca será.
terça-feira, 28 de junho de 2016
terapia
um medo profundo; paralisante
menos, breno...
não me reconheço em meu proprio nome... que coisa mais triste
menos, (...)
as vezes me sinto como se não tivesse nome
como se não fosse nada para além da minha corporidade
torporidade
como se minha existencia fosse o suficiente
e que me chamar de breno, quando me chamam, fosse referente a um estranho que não eu
o breno que chamam
me é estranho, é estranho isso
é estranho ser um não ser.
um não breno a quem chamam de breno
sou um simples você
um sujeito oculto no predicado da vida
que metáfora merda
esse sono insone
essa agonia desgraçada
que me pesa os olhos e me faz ter enjoo e taquicardia
que me questiona sobre mim mesmo
pra que? por que? pra quem? por quem?
a verdade é que estamos aqui apenas para estarmos aqui
não confio em mim
nunca confiei
tampouco confio em breno
não há razão para confiar
o mim e o breno...
duas faces de uma coisa só
a mesma duas faces
da impotência e incompetência
fico triste quando não me vêem pelo que sou
mas também ficaria se me vissem
o cru
o esqueleto
a carne flácida
a incapacidade de levantar da cama
e quem sabe
quem sabe
(...)
sinto medo de levantar da cama
e quem sabe
quem sabe
(...)
sinto medo até de terminar a frase.
sinto medo de saber o que quero fazer
sinto medo de não querer fazer nada
a vida é um incêndio que só se apaga com um incêndio maior a lhe cortar o caminho
a lhe comer, antes, o que houver de combustível para o fogo
o que há de combustível para o fogo?
o que move a vida?
vontade
liberdade
desejo
paixão
coisas que quase soam como sinônimos
significa que estamos próximos
o que move a vida?
ela mesma?
a vida é um autoreferente presa em si mesmo
a vida é inatingível
e sinto meu enjoo aumentar
e meu medo paralisar meus dedos que ainda insistem em digitar
não dá mais
já quis me suicidar
não de verdade
mas já pensei na morte como saída
talvez ingênuo de minha parte
sempre fui romântico, até antes de conhecer o romancismo
acho que as emoções fortes e intensas tem algum poder na gente
algum poder de mover alguma coisa
que, apareceu por impulso do acaso a palavra ideal aqui, voltei atrás, a perdi e agora procuro de novo
cisão
algum poder de cisão
com a verdade, com o tudo
e ao mesmo tempo
uma conexão tão forte
querer morrer é entender a vida em toda sua plenitude
enorme
inalcançável
dolorosa
querer morrer agora é
é aceitar que um infarto valerá mais do que mil paixões
e que um tiro é mais poderoso do que uma vida de fogos de artifício
é desejar a cisão
mas a cisão que retifica o que há de resto
é entender o que se deixa e o que se espera
e o que
querer morrer é dar as costas às costas
não fez sentido
mas gostei da sonoridade
querer morrer é viver no inferno
como todos vivemos
e enxergá-lo
é morrer no inferno
e renascer, talvez, em algum outro lugar
algum lugar que essa caixa, essa terrível caixa, não exerça sua inexorável pressão
ou não renascer e simplesmente sair
sair de vez
não vou me matar hoje.
não vou matar o breno hoje
mas algo morrerá
para além do óbvio de que a todo momento algo morre.
algo em mim
não sei o que mas algo morrerá
menos, breno...
não me reconheço em meu proprio nome... que coisa mais triste
menos, (...)
as vezes me sinto como se não tivesse nome
como se não fosse nada para além da minha corporidade
torporidade
como se minha existencia fosse o suficiente
e que me chamar de breno, quando me chamam, fosse referente a um estranho que não eu
o breno que chamam
me é estranho, é estranho isso
é estranho ser um não ser.
um não breno a quem chamam de breno
sou um simples você
um sujeito oculto no predicado da vida
que metáfora merda
esse sono insone
essa agonia desgraçada
que me pesa os olhos e me faz ter enjoo e taquicardia
que me questiona sobre mim mesmo
pra que? por que? pra quem? por quem?
a verdade é que estamos aqui apenas para estarmos aqui
não confio em mim
nunca confiei
tampouco confio em breno
não há razão para confiar
o mim e o breno...
duas faces de uma coisa só
a mesma duas faces
da impotência e incompetência
fico triste quando não me vêem pelo que sou
mas também ficaria se me vissem
o cru
o esqueleto
a carne flácida
a incapacidade de levantar da cama
e quem sabe
quem sabe
(...)
sinto medo de levantar da cama
e quem sabe
quem sabe
(...)
sinto medo até de terminar a frase.
sinto medo de saber o que quero fazer
sinto medo de não querer fazer nada
a vida é um incêndio que só se apaga com um incêndio maior a lhe cortar o caminho
a lhe comer, antes, o que houver de combustível para o fogo
o que há de combustível para o fogo?
o que move a vida?
vontade
liberdade
desejo
paixão
coisas que quase soam como sinônimos
significa que estamos próximos
o que move a vida?
ela mesma?
a vida é um autoreferente presa em si mesmo
a vida é inatingível
e sinto meu enjoo aumentar
e meu medo paralisar meus dedos que ainda insistem em digitar
não dá mais
já quis me suicidar
não de verdade
mas já pensei na morte como saída
talvez ingênuo de minha parte
sempre fui romântico, até antes de conhecer o romancismo
acho que as emoções fortes e intensas tem algum poder na gente
algum poder de mover alguma coisa
que, apareceu por impulso do acaso a palavra ideal aqui, voltei atrás, a perdi e agora procuro de novo
cisão
algum poder de cisão
com a verdade, com o tudo
e ao mesmo tempo
uma conexão tão forte
querer morrer é entender a vida em toda sua plenitude
enorme
inalcançável
dolorosa
querer morrer agora é
é aceitar que um infarto valerá mais do que mil paixões
e que um tiro é mais poderoso do que uma vida de fogos de artifício
é desejar a cisão
mas a cisão que retifica o que há de resto
é entender o que se deixa e o que se espera
e o que
querer morrer é dar as costas às costas
não fez sentido
mas gostei da sonoridade
querer morrer é viver no inferno
como todos vivemos
e enxergá-lo
é morrer no inferno
e renascer, talvez, em algum outro lugar
algum lugar que essa caixa, essa terrível caixa, não exerça sua inexorável pressão
ou não renascer e simplesmente sair
sair de vez
não vou me matar hoje.
não vou matar o breno hoje
mas algo morrerá
para além do óbvio de que a todo momento algo morre.
algo em mim
não sei o que mas algo morrerá
quinta-feira, 23 de junho de 2016
segunda-feira, 13 de junho de 2016
O êxtase de estar
estar
estar
estar
ser
ser
ser
o quê
passa carga elétrica no corpo vibração instantânea ligação direta com algum tipo espírito que reside no tudo que me diz que estou vivo vem pra mim com força e fome de vida
mas
porrada no queixo e nocaute no primeiro raunde
a apatia e o isolamento destacam-me da realidade
realidade?
entendo que a subjetividade nos cria e cria o mundo ao redor
que mundo?
estou só
estou nada
nota mental: lembrar sempre que sou um merda
me invade de nova como sopro divino o vigor e a necessidade de ser jovem. de experienciar a mim mesmo
tapa na cara e maldita ojeriza de mim mesmo.
esquizo bi polaridade cotidiana
abrir a porta para a loucura tem seus riscos
não ouso prosseguir.
não ouso ousar.
continuo sem me entender no mundo, sem me entender em mim mesmo...
sinto que preciso viver. o externo me definirá.
não posso contar com o externo...
"mas amar é sofrer
mas amar é morrer
de dor
xangô meu senhor
saravá
me faça sofrer
mas me faça morrer
mas me faça morrer
de amar"
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