sexta-feira, 21 de março de 2014
respiram fundo... e bradam. como se não houvesse amanhã. e não há. e sabem. que não haveria de outra forma.
respiram fundo... e berram. os pulmões em chamas. e lampejam as lágrimas do desespero. e da fome. e da coragem.
respiram fundo... e gritam. os músculos tensionados. as mãos apertando com vontade os ancinhos. e as foices...
respiram fundo... e trovão! pelo que podem ter! pelo que deveriam ter! pelos seus filhos! pelos seus filhos!
respiram fundo... e partem.
respiram fundo... e lutam.
respiram...
terça-feira, 18 de março de 2014
hápátridas esquizomasoquistas (plan/pro)fetando no brazil
vivo os dias dormentes daqueles cuja bússola da alma foi perdida.
daqueles que fizeram da deriva, lar.
daqueles que respiraram o próprio cheiro pútrido da humanidade
- e se enojaram
- e vomitaram as coisas boas
- e fizeram de sua língua metralhadora de festim
- e morderam, os dentes careados, a bandeira nacional
- e suportaram os assassinatos, as torturas, os exílios e as indiferenças
só para se verem aqui.
de que adiantou?
seguem dor mentes.
sigo junto.
daqueles que fizeram da deriva, lar.
daqueles que respiraram o próprio cheiro pútrido da humanidade
- e se enojaram
- e vomitaram as coisas boas
- e fizeram de sua língua metralhadora de festim
- e morderam, os dentes careados, a bandeira nacional
- e suportaram os assassinatos, as torturas, os exílios e as indiferenças
só para se verem aqui.
de que adiantou?
seguem dor mentes.
sigo junto.
segunda-feira, 17 de março de 2014
troveja pelo céu estrelado
o metal sendo retorcido,
em agonia de torturado.
e os milhares de corpos suados enfileiramo-nos
e ignoramo-no.
em silencioso consentimento
ao vandalismo diário
a que somos submetidos.
e, como gado,
vamos passo a passo para o destino...
é o holocausto do transporte público.
o metal sendo retorcido,
em agonia de torturado.
e os milhares de corpos suados enfileiramo-nos
e ignoramo-no.
em silencioso consentimento
ao vandalismo diário
a que somos submetidos.
e, como gado,
vamos passo a passo para o destino...
é o holocausto do transporte público.
saspurtariadeviado
Erro à luz do sol;
Exposto
Eros à luz do cu;
Exposto
Vadio; Viado;
Bêbado; Safado;
Sofrido; Mordido;
Gozado
Erro na multidão;
Vago
Eros no quarto de motel;
Solto
Felicito tua chegada,
Oh, Mastro primo e absoluto
A me adentrar com violência bem vinda
Pinga em mim teu suco
Que jorro em ti meu tudo.
Erro na solidão;
Fraco
Eros na confissão;
Trato
Éramos em comunhão;
Os olhos teus e meu peito
Ofegante e largo
Vulto
Enorme e vibrante
De toque estuporante
De apavorante beleza...
Te amo! Te amo! Te amo!
Te chamo!
Vem!
Exposto
Eros à luz do cu;
Exposto
Vadio; Viado;
Bêbado; Safado;
Sofrido; Mordido;
Gozado
Erro na multidão;
Vago
Eros no quarto de motel;
Solto
Felicito tua chegada,
Oh, Mastro primo e absoluto
A me adentrar com violência bem vinda
Pinga em mim teu suco
Que jorro em ti meu tudo.
Erro na solidão;
Fraco
Eros na confissão;
Trato
Éramos em comunhão;
Os olhos teus e meu peito
Ofegante e largo
Vulto
Enorme e vibrante
De toque estuporante
De apavorante beleza...
Te amo! Te amo! Te amo!
Te chamo!
Vem!
domingo, 16 de março de 2014
sigo só,
e a gentil senhora que me acompanha mede meus passos.
"siga só", sussurra-me nos ouvidos.
obedeço.
por isso,
se me oferece orgia,
peço masturbação.
e se me oferece a glória,
exijo anonimato.
e se há cidade,
mato.
se é livre,
muro.
se é carinho,
murro.
se é junto,
afasto.
se é doce,
amargo.
se é profano,
sacro.
se é tudo,
vácuo.
e a gentil senhora que me acompanha mede meus passos.
"siga só", sussurra-me nos ouvidos.
obedeço.
por isso,
se me oferece orgia,
peço masturbação.
e se me oferece a glória,
exijo anonimato.
e se há cidade,
mato.
se é livre,
muro.
se é carinho,
murro.
se é junto,
afasto.
se é doce,
amargo.
se é profano,
sacro.
se é tudo,
vácuo.
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