terça-feira, 15 de abril de 2014

pelas curvas dessa cidade torta. pelas curvas tortas e desocupadas dessa cidade alagada. pelas tardes ensaguentadas dessa cidade alagada. pelas pessoas molhadas. passa o trem que ainda funciona... ai de quem pegar.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

canção da primavera

quando te vi por vir o coração taquicardia
quando te tive aqui meu corpo já nada sentia
eu vim ver-te vir, vi logo o que eu queria
quando me tive a ti, senti logo a euforia

de um amor
que dê calor
ao peito congelado
que dê paz ao solitário

a mão
a pele
a doce pele
a doce fragrância que de seus cabelos emanavam
moviam-me
alma intensa e fresca
como a primavera mais pura
intensa e fresca
como a pequena horta detrás de nossa casa
que alimentará os filhos dos filhos dos filhos...
fez-me seu de gosto e melhor grado
amor residente das copas mais altas das árvores mais antigas
quais folhas farfalham ao seu passar!
desejo-te como quando te vi vir na primeira vez.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Frio de Janeiro

O sol ainda nos castiga, mas a cidade anda tão, tão fria... os olhos mirados nas pedras portuguesas soltas e os toques... quase inexistentes... o burburinho do transporte público reduzido a um silvar frio de tensa preocupação paranoica. o som do mórbido caminhar, as solas de sapato com seu bater abafado no asfalto, fazem eco. O silêncio faz eco... o frio faz eco... preciso de um sol que me aqueça o peito...