quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Te vi naquele futuro perdido em que não me encontro
Tavas feliz
Tavas mais feliz do que hoje.
Tive ciúmes...
Tive incertezas...
Te vi naquele futuro, achado de seu coração.
Não me encontro nele.
Não me encontro.


Aquele doce, doce sabor
O veneno podre, doce
que desce doce a garganta
que sobe amargo teor
vômito de quem prova
sem saber, da podridão do amor
Solidão compartilhada.


Aquelas almas doentes
tão doentes...
que morreram sem nunca descobrir
se serviram para alguma coisa - não


Ah! Qual desgosto não se faz presente na linda capela do amor?
Aquele santuário dos iludidos, donde se prega o auto flagelo e as falsas esperanças...
Sim, sim, o amor... aquela alegoria pobre que se alimenta da fome que os homens tem por felicidade. felicidade não existe, deus não existe e o amor não existe. existe o desejo, existe a vontade mesquinha de posse, existe a putrefação humana, a escancarar as fétidas bocas e a entorpecer os narizes dos malditos que a respiram. existe a crise, existe a fome, humanidade faminta por atenção, faminta por ser algo diferente, ter algo a mais. amor não existe. existe o nosso ego, enorme, a excretar a bile que corrói os corações. as palpitações de falsa esperança, cada batida um prego enferrujado encrustado em couro vivo, vermelho, muito vermelho. masoquismo... isso existe. dor, isso existe. nada mais. solidão... isso, isso, mais que tudo, existe. e, ah, como existe. como existe! é ela, a solidão, que nos fez criar o amor. fugir dela, senhora dos homens, que comanda suas mentes e pés e mãos e corpos retorcidos em asmática respiração esse é o objetivo mas não eu faz de mim seu solidão fazdemimsó

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