sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
incapaz
Não sei escrever poemas de amor. Não sei escrever coisas muito complicadas... Não que eu não as aprecie, não é isso. Encanta-me ler aquele linguajar erudito enrolando a língua imaginária da minha voz mental. Mas não sei fazê-lo. Passaria despercebido para quem não quer ser escritor, mas eu quero, o que é terrível! Quero escrever desde criança, nunca soube como fazê-lo. Receitaram-me um curso de escritor, mas não acredito nesse tipo de coisa. Já falaram de um outro, para aprender a escrever contos, romances, roteiros, etc, etc... nada... Já li diversos autores, cada um me ensinou um pouco da arte de escrever e, mesmo assim, nada. Posso reconhecer seus manejos e brincadeiras com a língua, mas usá-los, fazê-las, criá-las? Jamais! Ai de mim! É tanto frustrante que chego a ficar dias e dias deprimido, pensando em como seria a vida se soubesse escrever... Aí, quando vejo um belo poema de amor, aquece o coração e penso que bonito, mas pena que eu não sei escrever poemas de amor.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Te vi naquele futuro perdido em que não me encontro
Tavas feliz
Tavas mais feliz do que hoje.
Tive ciúmes...
Tive incertezas...
Te vi naquele futuro, achado de seu coração.
Não me encontro nele.
Não me encontro.
Aquele doce, doce sabor
O veneno podre, doce
que desce doce a garganta
que sobe amargo teor
vômito de quem prova
sem saber, da podridão do amor
Solidão compartilhada.
Aquelas almas doentes
tão doentes...
que morreram sem nunca descobrir
se serviram para alguma coisa - não
Ah! Qual desgosto não se faz presente na linda capela do amor?
Aquele santuário dos iludidos, donde se prega o auto flagelo e as falsas esperanças...
Sim, sim, o amor... aquela alegoria pobre que se alimenta da fome que os homens tem por felicidade. felicidade não existe, deus não existe e o amor não existe. existe o desejo, existe a vontade mesquinha de posse, existe a putrefação humana, a escancarar as fétidas bocas e a entorpecer os narizes dos malditos que a respiram. existe a crise, existe a fome, humanidade faminta por atenção, faminta por ser algo diferente, ter algo a mais. amor não existe. existe o nosso ego, enorme, a excretar a bile que corrói os corações. as palpitações de falsa esperança, cada batida um prego enferrujado encrustado em couro vivo, vermelho, muito vermelho. masoquismo... isso existe. dor, isso existe. nada mais. solidão... isso, isso, mais que tudo, existe. e, ah, como existe. como existe! é ela, a solidão, que nos fez criar o amor. fugir dela, senhora dos homens, que comanda suas mentes e pés e mãos e corpos retorcidos em asmática respiração esse é o objetivo mas não eu faz de mim seu solidão fazdemimsó
Tavas feliz
Tavas mais feliz do que hoje.
Tive ciúmes...
Tive incertezas...
Te vi naquele futuro, achado de seu coração.
Não me encontro nele.
Não me encontro.
Aquele doce, doce sabor
O veneno podre, doce
que desce doce a garganta
que sobe amargo teor
vômito de quem prova
sem saber, da podridão do amor
Solidão compartilhada.
Aquelas almas doentes
tão doentes...
que morreram sem nunca descobrir
se serviram para alguma coisa - não
Ah! Qual desgosto não se faz presente na linda capela do amor?
Aquele santuário dos iludidos, donde se prega o auto flagelo e as falsas esperanças...
Sim, sim, o amor... aquela alegoria pobre que se alimenta da fome que os homens tem por felicidade. felicidade não existe, deus não existe e o amor não existe. existe o desejo, existe a vontade mesquinha de posse, existe a putrefação humana, a escancarar as fétidas bocas e a entorpecer os narizes dos malditos que a respiram. existe a crise, existe a fome, humanidade faminta por atenção, faminta por ser algo diferente, ter algo a mais. amor não existe. existe o nosso ego, enorme, a excretar a bile que corrói os corações. as palpitações de falsa esperança, cada batida um prego enferrujado encrustado em couro vivo, vermelho, muito vermelho. masoquismo... isso existe. dor, isso existe. nada mais. solidão... isso, isso, mais que tudo, existe. e, ah, como existe. como existe! é ela, a solidão, que nos fez criar o amor. fugir dela, senhora dos homens, que comanda suas mentes e pés e mãos e corpos retorcidos em asmática respiração esse é o objetivo mas não eu faz de mim seu solidão fazdemimsó
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