terça-feira, 28 de julho de 2015

Não foi acaso, claro, que eu tenha dado de cara com um dos meus trabalhos de escola de infância enquanto fazia as malas. Que o dia esteja com aquela umidade meio quente de verão, embora seja inverno, e que me faça lembrar das noites próximas do Natal, quando, já de férias, eu ia naquele crescendo de empolgação que tem um pouco a ver com o feriado em si, mas que tem muito mais a ver com a emoção de apenas ser criança e estar de férias... Aquelas noites quentes e úmidas de verão sempre foram uma memória querida a ser guardada no peito... como a noite antes da minha mudança, de sair da casa que passei a maior parte da minha vida, mesmo que não seja tanto assim... tudo isso é reconfortante e assustadora ao mesmo tempo... as realidades da vida se abrem cada vez mais pro meu corpo ainda frágil do cuidado dos pais... mas que pede por um salto para fora daqui, para fora da segurança... minhas costas doem e eu já penso ser quase um velho... sorrio e pensa ainda em todo o sofrimento, dor, dificuldade e stress pelo qual vou passar antes de poder reivindicar o título. as rugas não vêm a toa... mas... certamente... deve ter coisa boa a me esperar também... voltemos então.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

que sordido humor tem o destino, o karma... sombrio e ironico, como tem de ser, me colocar nesse caminho; disrupcao em sentido de queda livre. é o empurrador sendo empurrado, os ossos se quebrando ao bater a carcaça ja desesperançosa e frígida, na dureza cinzenta do cimento quente do Rio de Janeiro. é, sou, o caçador que vira presa, provando de seu próprio vício-ocupação, a experimentar o terror indizível da inevitável morte que se aproxima. é o fim, é o fim, é o auto-engano, autovia expressa para o derradeiro fechar de olhos, o arder salgado da lagrima que resfria o olhar cansado de quem muito esperou e muito perdeu, tudo perdeu, pois nao havia mais nada. nao. há. mais. nada. todo sentido, direcao e trajetoria foi para o espaco numa implosao insana de referenciais. é o não ser, enfim, como esperou por isso, se apoderando da existencia! a percepcao foi apoderada, nada percebo, nada sinto, nada... nada... nada... os olhos ainda ardem... maldito karma... maldito destino... como odeio e ao mesmo tempo rio (porque sofrimento nao exclui meu bom senso de humor), rio escaldante e torrencial, de meu fim.

domingo, 12 de abril de 2015

Conheço teu sorriso, teu enlace... tua forma de fazer meu coração pulsar rápido e pesado, de fazer os olhos cansados não se fecharem... a maldição do sofrimento consciente... não te escolho, solidão, não te escolho, agonia, não te escolho, paixão... tu que vens a mim, ávida pela minha alma, sedenta pelo meu desespero... e consegues... tu que vens a beber fluido de vida, que transforma leveza em pesar, que torna o ardor insustentável... arde... o peito arde... arde tanto... os olhos ardem... companheira pra todas as horas, solidão, bebamos juntos novamente para o resto da vida, um sorriso no rosto. felicidade é saber que nunca será feliz.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

a mais patética demonstração de solidão: a oferenda irreticente e incondicional de si... tristeza que escorre gota de gozo forçado... o eriçado ansioso dos pelos esperando pelo...

domingo, 29 de março de 2015

na turbulência da dúvida, há certeza. há certeza na turbulência da dúvida. a certeza. a certeza na turbulência da dúvida. à certeza. à certeza na turbulência da dúvida.


quinta-feira, 26 de março de 2015

Coisa

Vem daquele grito entalado a plenos pulmões, que transpira e dói e ensurdece sem som algum. Aquele berro primal, animalesco, de peito arrebatado e nervos florescendo à pele. Vem da urgência do distante, do saudosismo do que nunca houve, da utopia distopizada. Vem dessa raiva, desse ódio intenso que carrego comigo, o ódio de te amar.

quinta-feira, 5 de março de 2015

É só questão de tempo, amor; Ninguém é insubstituível. Há deus, amor, para mim. Para ti, amor, adeus.