quinta-feira, 4 de agosto de 2016

das despedidas

foi com aquele sempre melancólico sorriso,
nossa despedida
ao mesmo tempo aguardada e temida.
perda e alívio.

aquele que disser que os sentimentos conflituantes não são capazes de morar juntos
não viveu o suficiente do amor doído.
toda sua desilusão programada.
toda sua saudade já vivida por antecipação.

e o sorriso melancólico,
sempre ele.
sempre.
ele, que sabe do esgotamento.

da explosão, nem faísca.
da urgência, passividade.

nunca mais vou te ver.
e tudo bem.