segunda-feira, 8 de junho de 2015
que sordido humor tem o destino, o karma... sombrio e ironico, como tem de ser, me colocar nesse caminho; disrupcao em sentido de queda livre. é o empurrador sendo empurrado, os ossos se quebrando ao bater a carcaça ja desesperançosa e frígida, na dureza cinzenta do cimento quente do Rio de Janeiro. é, sou, o caçador que vira presa, provando de seu próprio vício-ocupação, a experimentar o terror indizível da inevitável morte que se aproxima. é o fim, é o fim, é o auto-engano, autovia expressa para o derradeiro fechar de olhos, o arder salgado da lagrima que resfria o olhar cansado de quem muito esperou e muito perdeu, tudo perdeu, pois nao havia mais nada. nao. há. mais. nada. todo sentido, direcao e trajetoria foi para o espaco numa implosao insana de referenciais. é o não ser, enfim, como esperou por isso, se apoderando da existencia! a percepcao foi apoderada, nada percebo, nada sinto, nada... nada... nada... os olhos ainda ardem... maldito karma... maldito destino... como odeio e ao mesmo tempo rio (porque sofrimento nao exclui meu bom senso de humor), rio escaldante e torrencial, de meu fim.
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