domingo, 9 de novembro de 2014
Lar doce lar
Oh doce muleta quebrada,
tão cedo veio, foi-se que nem ouço,
fratura súbita, sádica;
empurrando-me abaixo
no abismo profundo - fundo do poço.
Maldita muleta delicada,
que me encheu os olhos e ouvidos;
na boca, porrada.
Que teve meu amor, muleta ferrada,
e agora perece putrificada,
os materiais tão delicados,
tão precocemente destroçados,
fazendo companhia para minha tortura solitária.
Bem vinda ao abismo
tão cedo veio, foi-se que nem ouço,
fratura súbita, sádica;
empurrando-me abaixo
no abismo profundo - fundo do poço.
Maldita muleta delicada,
que me encheu os olhos e ouvidos;
na boca, porrada.
Que teve meu amor, muleta ferrada,
e agora perece putrificada,
os materiais tão delicados,
tão precocemente destroçados,
fazendo companhia para minha tortura solitária.
Bem vinda ao abismo
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Ontem terminei meu namoro de dois anos e pouco e, naturalmente, chorei. e ri. e chorava porque ria, mas tambem ria porque chorava. e talvez essa situacao de retroalimentacao contraditoria e simultanea nao faça sentido - e creio que de fato nao faz, mas tambem acho que a vida é, de uma certa forma, desprovida de sentido, que é o que da aquele toque agridoce do acaso. é claro que chorei antes de rir, pela tristeza e dor da situacao. mas, uma vez estando num dos mais bregas cliches de filmes romantichatos de hollywood, nao pude deixar de achar graca. "nao e voce, sou eu"... "putz... haha" e houve certo pesar na risada. mas a dor tornou-se mais leve e mais facil de carregar. talvez devamos entender que nossos sentimentos e a vida, de uma forma geral, sao complexos demais para um monopolio solitario de um sentimento megalomaniaco, por mais que seja apenas aquele momento - que a dor reine! de uma forma geral, talvez seja mais saudável encararmos a vida como a tragicomedia que ela de fato é. e lembrarmos constantemente que para toda desgraça há graça, por mais que o "des"nos tente fazer esquecer disso. après tout, c'est la vie.
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